Este Blog pretende falar de músicas, amores, comidinhas, futebol, cinema, amigos e resgatar de maneira leve e bem humorada fatos e historias ligados ao estilo de vida e identidade nacional. Aspectos culturais e pitorescos que marcaram época. Pretende-se com este encontro não apenas provocar o debate, como também estimular o diálogo e a troca de informações referente a alguns temas apresentados.
BB King e sua inseparável guitarra “incendiária ”Lucille”, felizmente estão de volta aos palcos brasileiros. O rei do Blues esta com 84 anos de idade e se apresenta profissionalmente a pelo menos seis décadas cantando e tocando pelo mundo a fora. Segundo ele que declara em tom de brincadeira
“não ganhei o suficiente para poder parar e viver de rendas...”
As apresentações em SP acontecem hoje 5ª feira 18.3.2010 no Bourbon Street, sexta e sábado no Via Funchal. No repertorio, Let the good times rool, The thrill is gone, Rock me baby e Guess who.
Quem puder, deve ir, BB King é um mito um momento de raro prazer.
Reverencias a um grande musico mundial
Vida longa ao Rei do Blues.
O evento merece uma bebida especial, que tal o whisky mais caro do mundo é o Macallan Fine & Rare, safra 1926. A Macallan já vendeu todas as garrafas que produziu, ao preço de US$ 36.000.
José Gomes da Costa também chamado Zé Spinelli ou Zé Espinguela, foi um jornalista, escritor, pai-de-santo e sambista carioca, integrante do Bloco dos Arengueiros, fundador da Estação Primeira de Mangueira e organizador de um concurso entre sambistas em 20 de janeiro de 1929, que fixaria as bases das disputas entre escolas de samba.
O concurso aconteceu em sua casa, na Rua Adolpho Bergamini, a mesma onde hoje fica a escola Arranco , no Engenho de Dentro.
O concurso pretendia escolher o melhor samba dos compositores da Portela, Mangueira e Estácio de Sá.
Cada escola apresentava dois sambas e Zé Espinguela, apesar de ser mais ligado ao grupo da Mangueira, teve a grandeza de escolher um samba da Portela como o melhor do ano.
Por ironia, o grupo que é considerado a primeira escola de samba, o Deixa Falar, acabou eliminado por Espinguela, por apresentar instrumentos de sopro, proibidos por serem considerados avessos ao samba moderno, que eles próprios estavam promovendo.
O samba vencedor tinha um ritmo muito diferente dos sambas enredos atuais. “A única coisa parecida com o de hoje é que deu confusão. Zé Espinguela teve que distribuir troféu para todos, porque senão acabaria em pancadaria”, afirma o compositor Heitor dos Prazeres.
Em 1944 Espinnguela reuniu os adeptos do centro religioso e dirigiu-se ao morro da Mangueira para despedir-se do seu reduto preferido. Lá chegaram no princípio da noite. A favela, de luzes apagadas, descansava da trabalheira do dia. Eis que surge o grupo, em cortejo pelos becos e ruelas, cantando um samba que Espinguela compôs especialmente para o momento. Era como um samba-enredo. Desfilavam, dançavam e cantavam, com o ritmo alegre, a melodia triste, e as vozes alvissareiras das pastoras. Os barracos aos poucos se acenderam, foram abrindo as janelas e o morro transformou-se num céu no chão, iluminado, silencioso e reverente. A voz de Espinguela dominava o coro.
Ele morreu dois dias depois”, conta Raymundo de Castro, baluarte da Mangueira.
Eu era menino
Mamãe disse: vamos embora
Você vai ser batizado no Samba de Pirapora
Mamãe fez uma promessa
Para me vestir de anjo
Me vestiu de azul-celeste
Na cabeça um arranjo
Ouviu-se a voz do festeiro
No meio da multidão
Menino preto não sai
Aqui nessa procissão".
Mamãe mulher decidida
Ao santo pediu perdão
Jogou minha asa fora
Me levou pro barracão
Lá no barraco
Tudo era alegria
Nego batia na zabumba
E o boi gemia
Iniciado o neguinho
Num batuque de terreiro
Samba de Piracicaba
Tietê e Campineiro
Os bambas da Paulicéia
Não consigo esquecer
Fredericão na zabumba
Fazia a terra tremer
Cresci na roda de bamba
No meio da alegria
Eunice puxava o ponto
Dona Olímpia respondia
Sinhá caia na roda
Gastando a sua sandália
E a poeira levantava
Com o vento das sete saias.
GERALDO FILME
Compositor. - (1927 - 1995).
Nasceu em São João da Boa Vista - SP.
A avó entoava cantos do tempos dos escravos e o pai era exímio violinista e tocava nos primeiros blocos do carnaval paulistano.
Em 1933, a família mudou-se para São Paulo, indo morar na Barra Funda, local onde passou a infância.
Sua mãe, Dona Augusta, fazia marmitas e ele as entregava, fato que determinou o pseudônimo de Negrinho das Marmitas. Por essa época, também freqüentava o o Cordão Carnavalesco Campos Elíseos.
Ficou conhecido durante um bom tempo como Geraldão da Barra Funda, alusão ao reduto do samba paulistano. Freqüentava também as rodas de Tiririca (tipo de disputa com pernadas ao ritmo de samba) no Largo da Banana, onde aprendeu a dar pernadas nas disputas com os malandros e outros sambistas.
Compôs para o cordão Paulistano da Glória e sambas-enredos vitoriosos para o Peruchão e Vai-Vai. Cronista, registrava em seus sambas personagens e fatos do bairro do Bexiga, pelo qual tinha um carinho especial.
Trabalhou também assessor da diretoria executiva da Escola de Samba Vai-Vai.
Participou do Teatro Popular Brasileiro, de Solano Trindade, mais tarde conhecido como Teatro Popular Solano Trindade.
Faleceu em 1995, nesta época, trabalhava como Coordenador de Carnavais do Bairro Anhembi.
Geraldo Filme, filho de músico e neto de escrava cantadora de vissungos e cânticos africanos, canta o orgulho racial de uma forma nunca vista antes em São Paulo, cidade de imigrantes onde o negro sempre foi minoria.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Bando de Tangarás foi um conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janeiro em 1929. Seus integrantes eram Almirante (pandeiro e vocal), Braguinha (violão e vocal), Henrique Brito (violão), Noel Rosa (violão) e Alvinho (violão e vocal).
Em abril de 1954, Thomaz Farkas filmou, com uma câmera 16 mm movida a corda, uma apresentação de Pixinguinha com músicos da Velha Guarda, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, durante a comemoração do IV Centenário da cidade. O material se perdeu e foi reencontrado 50 anos depois. O filme recupera o material e conta essa história.
Ficha de Informações do FilmeTítulo: Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba
Duração: 10 min
Ano: 2006Cidade: São Paulo UF(s): SP País: Brasil
Gênero: DocumentárioS
ubgênero: Histórico Cor: Colorido/PB
Número do CPB: 08008252
Ficha TécnicaDireção: Ricardo Dias e Thomaz Farkas
Roteiro: Ricardo Dias
Elenco: documentário
Empresa Produtora: Cinematográfica Superfilmes
Empresa(s) Co-produtora(s): Thomaz J FarkasProdução: Cinematográfica SuperfilmesProdução Executiva: Zita CarvalhosaDireção de Produção: Daniel SantiagoDireção Fotografia: Thomaz Farkas e Pedro Farkas Fotografia de Cena: NãoFotografia de Cena Autor: não temMontagem/Edição: Marcio Miranda PerezDireção de Arte: ..Figurino: ..Produção de Arte: ..Técnico de Som Direto: ..Edição Som: ..Mixagem: ..Trilha Musical: NãoTrilha Original: NãoTrilha Adaptada: NãoDescrições das Trilhas: Pesquisa Musical: José Luiz Herencia e Marcelo Nastari
Dados TécnicosSuporte de Captação: 16mmSuporte de Projeção: 35mmJanela de projeção de película: 1:1.66Janela de projeção de vídeo: Informação não disponívelProduto Final do Telecine: Informação não disponíveleAno Telecine: 127Disponível nos Suportes: 35mmVídeo (Betacam SP)Vídeo (DV-CAM)Som: SonoroDolby DigitalIdioma: PortuguêsLegendas: Inglês, Classificação Indicativa: Não possui a Classificação Indicativa do Ministério da Justiça
Currículo do filmeWebsite: www.superfilmes.com.brFestivais: Prêmios Saruê, Marco Antônio Guimarães e Conterrâneos no 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2006) 20ª Mostra do Audiovisual Paulista (2006)
Pixinguinha, José Alves de Lima, José Monteiro, Sizenando Santos, "Feniano", e Duque Sentados: China, Nelson dos Santos Alves e Donga
Oito Batutas em Paris Na época, a viagem provocou no país um acalorado debate sobre a legitimidade d' Os Batutas – em sua maioria negros, que faziam uma música considerada nacional brasileira – como representantes brasileiros em Paris. Para os envolvidos no debate, Paris não se tratava de uma cidade qualquer, mas a capital cultural do mundo, desde o século XIX referência central para a cultura brasileira, especialmente para as elites (Ortiz, 1991, p. 8; Rial e Grossi, 2000, p. 2). Embora a viagem não fosse uma missão de Estado, o debate tendeu a assim considerá-la.4 No debate em consideração, os argumentos dos "contra" tinham um cunho racista e eurocêntrico, desqualificando a música nacional como provinciana e de baixa extração. Os "pró" enalteciam a competência dos músicos e a natureza indígena de sua música.5 A literatura dos anos de 1970 descreve as apresentações do grupo em Paris como muito bem-sucedidas, considera o contato com os músicos norte-americanos fértil e qualifica a volta do grupo ao Brasil, que iria participar das festividades do primeiro centenário da Independência no Rio de Janeiro, como triunfante.