Música, Bola e Cia...

Presença

SORRIA

Seja bem vindo (a)!
Vamos trocar idéias, bater papo...















Mostrando postagens com marcador Sensual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sensual. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de março de 2010

UMA NOITE E MEIA


MARINA LIMA tem em seu repertorio canções com sutilezas de carinho e amor que merecem muita atenção, como em “À Francesa", de Cláudio Zoli e Antonio Cícero
“Não quero deixá-lo na mão nem sozinho no escuro - Meu amor se você for embora Sabe lá o que será de mim Passeando pelo mundo a fora Na cidade que não tem mais fim...”, ou neste clipe "UMA NOITE E MEIA" “Esta noite eu quero te ter, toda se ardendo só pra mim, te envolver te seduzir...Um dia inteiro de prazer...” Melhor ouvir, curtir, lembrar chamar pra dançar.

Noite do Prazer

Dirigido por Mauricio Eça - Editado por TONY TIGER.

O caioca Cláudio Zoli cresceu ouvindo a nata da "black music" (Marvin Gaye, Stevie Wonder, Tim Maia). Em 1982,Zoli ajudou a fundar a banda Brylho, que no ano seguinte estourou nacionalmente o soul-reggae "A Noite do Prazer". A banda acabou em 1985 e, no ano seguinte, ele lançou o seu primeiro disco solo, "Livre Para Viver". Zoli um dos grande nomes do soul-funk-samba Brasil, mostra neste clip um show de ousadia e sensualidade com a sua deliciosa Noite do Prazer.

AMOE E SEXO


A inspiração vem a qualquer hora, momento e lugar, o resultado surge de muita transpiração. Para artistas, músicos, poetas o fruto de sua obra vem da observação do simples, do que passa desapercebido. Então um toque de genialidade para os dotados de sentimento e veia de artista e pronto, lá esta mais uma musica, poema, teatro, enfim uma obra artística, fruto muitas vezes do ócio criativo, tão pregado pelo filosofo italiano Tommaso Domenico.
Dentro da proposta de falar de musica que trata de sexo, amor e sensualidade,veja a seguir a crônica de Arnaldo Jabor que inspirou a musica de Rita Lee.

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA
Arnaldo Jabor

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Arnaldo Jabor

quarta-feira, 10 de março de 2010

EU DEI



EU DEI - Musica e letra de Ary Barroso gravada em 1937 pela Pequena Notavel Carmem Miranda, tambem causou muita polemica o duplo sentido da musica. Video Lana Miranda em homenagem aos 100 anos Carmem Miranda (2009).

FOLIA NO MATAGAL


Folia no matagal, composição: Eduardo Dusek e Luis Carlos Góes , apresenta um delírio de Góes quando em Porto Seguro-BA, notou que o vento balançava os coqueiros que se entrelaçavam numa dança erótica e sensual cheia de malicia e desejos. Olhando para o mar notou: “O mar passa saborosamente a língua na areia, Que bem debochada, cínica que é, Permite deleitada esses abusos do mar...”. Ali mesmo, de primeira fez a letra mandou para Dusek no Rio de Janeiro que em pouco tempo fez a musica que tocou e vendeu muito na época.
Folia no Matagal
O mar passa saborosamente a língua na areia
Que bem debochada, cínica que é
Permite deleitada esses abusos do mar
Por trás de uma folha de palmeira
A lua poderosa, mulher muito fogosa
Vem nua, vem nua
Sacudindo e brilhando inteira
Vem nua, vem nua
Sacudindo e brilhando inteira
Palmeiras se abraçam fortemente
Suspiram, dão gemidos, soltam ais
Um coqueirinho pergunta docemente
A outro coqueiro que o olha sonhador:
- Você me amará eternamente?
Ou amanhã tudo já se acabou?
- Nada acabará - grita o matagal -
Nada ainda começou!
Nada acabará - grita o matagal -
Nada ainda começou!
Imagina: são dois coqueirinhos ainda em botão
Nem conhecem ainda o que é uma paixão
E lá em cima a lua
Já virada em mel
Olha a natureza se amando ao léu
E louca de desejo fulgura num lampejo
E rubra se entrega ao céu
E louca de desejo fulgura num lampejo
E rubra se entrega ao céu

XOTE DAS MENINAS


Mais uma da seleção de musicas com toque todo especial de sensualidade.
O xote das meninas de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, foi gravado inicialmente por Luiz Gonzaga o Rei do Baião em 1953 e teve varias regravações, Trio Virgulino, Anastácia,
Ivon Curi, Falamansa e talvez a mais famosa tenha sido a gravação de Marisa Monte.

“O mandacaru, um cacto que independe da chuva para florescer, fenômeno esse que, quando acontece no período da seca, deixa o caboclo crente que a trovoada se aproxima.

Tal fato levou os autores da musica a estabelecer uma símile entre a flor de mandacaru, sinal de chuva que chega dando fecundidade à terra, e a menina que, enjoando da boneca, desperta para novos interesses, deixa de ser menina e floresce para a vida e as delicadezas de mulher.

A Animação 3D que apresento aqui é criação e projeto de conclusão do curso de Design - Unifacs Salvador da equipe: André Coelho, Iaçuã Simões, Marco Antônio Prado e Murilo Gomes. Softwares: 3D Studio Max,...

Rapaziada mandou muitíssimo bem, show de bola, nova vida para este clássico da musica brasileira. Nota 10.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O meu amor


Depois de ver o CANAL Brasil que esta apresentando “História sexual da MPB” também resolvi fazer minha lista das mais sensuais. Aqui um trecho da Opera do Malandro de Chico Buarque que apresenta Marieta Severo e Elba Ramalho cantando O meu amor. Filme raro. Esta musica teve varias gravacoes, o proprio Chico Buarque gravou, e tambem a Cida Moreira, Fernanda Porto entre outras, mas nada chegou aos pes da gravacao de lancamento da musica, feita por Maria Bethania e Alcione.

Musica e sensualidade



o CANAL Brasil esta apresentando “História sexual da MPB”, vários programas com cantores famosos que mostram este aspecto da musica nacional. AS serie explorara “Papel da mulher, Sensualidade, Duplo sentido, Dor de cotovelo, orgasmo feminino, virgindade e muito mais. Os programas vão ao ar sempre às quartas-feiras, à meia-noite, com reprises sextas às 21 horas e sábados às 4h30. Assisti aos dois primeiros programas e gostei muito, bem divertido e interessante, mas quero fazer minha lista e postar algumas musicas que tratam do tema.
As Frenéticas cantam – Periosa – Musica de Nelson Motta e Rita Lee.
Que começa com os versos:

Eu sei que eu sou
bonita e gostosa
e sei que você
me olha e me quer

e nos últimos versos

Eu vou fazer você ficar louco
muito louco
dentro de mim

Com estes últimos versos a censura não aprovaria a musica. Foi quando mandaram o pedido de autorização com o ultimo verso “dentro de mim” em primeiro lugar, abrindo a musica:

Dentro de mim
eu sei que eu sou
bonita e gostosa...”

Deu certo, “Perigosa” foi liberada, mas na gravação As frenéticas não cantaram “Dentro de mim” na abertura e sim no final da musica. Foi um sucesso louco e imediato, tocava a todo instante nas rádios, bailes e discotecas da época. Homens, mulheres, crianças e principalmente os Gays e velhotas assanhadas desreprimiam geral e adoravam cantar a todo o fôlego “ Eu vou fazer você ficar louco - muito louco - muito louco - dentro de mim...” muito divertido, uma farra total.

Mais historias como esta no livro: Noites Tropicais de Nelson Motta - Editora Objetiva,