Música, Bola e Cia...

Presença

SORRIA

Seja bem vindo (a)!
Vamos trocar idéias, bater papo...















segunda-feira, 26 de abril de 2010

Goleiros


Dia 26 de abril, dia do GOLEIRO

No futebol a baliza mede 7,32 metros de largura e 2,44 metros de altura onde atuam os goleiros.
Goleiro, guarda-redes, arqueiro ou goalkeeper, jogador presente em alguns desportos coletivos, como futebol, futsal, handebol, hóquei, entre outros. A sua função é evitar o gol.
 Justamente por ter a função diferente da dos demais jogadores, é protegido por regras específicas. O goleiro pode utilizar de qualquer parte do corpo para evitar que o gol seja feito, essa permissão é restrita a área delimitada em torno da trave.
A tarefa do goleiro não é fácil. Onde o goleiro joga nem grama nasce, dizem que o goleiro só fica bom depois dos 30 anos quando a carreira já esta acabando, neste período precisa adquirir condição física, reflexo, agilidade, elasticidade, calma, coragem, liderança, personalidade, boa função tática e técnica, impor respeito e admiração de dirigentes, técnicos, torcidas e imprensa. 

                                                                          
Vários goleiros ficaram conhecidos no futebol, são ou foram destaques em seus times, Yashin, Valdir Joaquim de Moraes, Felix, Castilho, Marcos, Poy, Rogério Ceni, Gilmar, Taffarel, Manga, Andrada, Leão, Raul Plasman, Picasso, Aranha, Fillol, Oberdã, Julio César, Fabio Costa, Carlos, Wendell, Cantarelli, Benitez, Juca Baleia, Mazzaropi, Rojas, Helio Show, Neneca, João Leite, Abelha, Maizena, Ronaldo, Paulo Victor, Clemer, Rafael, Dida, Zircão, Cejas, Rodolfo Rodriguez, Marolla, Carlos Pedra, Solito,Veludo, Veloso,
Mão de Onça ...

O goleiro Carbajal (México), foi homenageado pela FIFA como o primeiro atleta a disputar 5 Copas do Mundo – 1950 Brasil,  1954 Suíça, 1958 Suécia, 1962 Chile e 1966 Inglaterra, deve ter sido o atleta que mais gols tomou em Copas. 





Outro atleta que disputou 5 Copas foi o meio campista alemão Lothar Mattahaus - Espanha 1982, México 1986, Itália 1990, EUA 1994 e Franca 1998.



Emerson Leão, atualmente técnico do Goias, disputou as Copas de 1970, 1974, 1978 e 1986 e Cláudio Taffarel, que disputou as copas de 1990, 1994 e 1998, são os dois goleiros que mais atuaram pela seleção brasileira.
                                                                                                                                                                 Primeira Seleção Brasileira 1914

A primeira partida da seleção brasileira ocorreu em 21 de julho de 1914. O adversário foi a equipe inglesa do Exeter City da tercira divisão do futebol Ingles. A partida foi realizada no Estádio do Fluminense nas Laranjeiras, no Rio de Janeiro, com arbitragem do inglês H. Robinson. Marcos Carneiro de Mendonça foi o primeiro goleiro da Seleção do Brasil. O time foi formado por Marcos, Píndaro e Nery; Lagreca, Rubens Salles e Rolando; Abelardo, Oswaldo Gomes, Friendereich,      Osman e Formiga - esta foi a escalação brasileira. Os gols foram marcados por Oswaldo Gomes e Osman. Na época, a entidade dirigente denominava-se: Federação Brasileira de Sports (FBS).

Gilmar dos Santos Neves defendeu a seleção brasileira em 103 jogos, foi bi-campeão mundial e dizia o seguinte: “não estou aqui para fazer milagres, mas sim para defender as bolas defensáveis”. Este foi um dos maiores expoentes brasileiro na posição. Valdir Joaquim de Moraes, ex-goleiro da S.E. Palmeiras, na década de 1960, foi o “pai da função de treinador de goleiros”, a partir do ano de 1968. 

         Ravelli
Tomas Ravelli, da seleção sueca, é o recordista mundial de atuações em jogos de seleção –  participou de 143 partidas oficiais. Peter Shilton, goleiro que defendeu a meta da seleção inglesa nas copas de 1986 e 1990, encerrou sua carreira aos 47 anos de idade defendendo a equipe do Leyton Oriente, da terceira divisão da Inglaterra, quando já não tinha mais forças para cobrar o tiro de meta. Valter Zenga, atleta da seleção italiana na copa de 1990, é o recordista em copas de ficar sem sofrer gols: ficou 517 minutos (vale lembrar que o goleiro Carlos, da seleção brasileira de 1986, sofreu apenas um gol nesta Copa). Sepp Maier, goleiro alemão nas copas de 1974 e 1978, hoje treinador de goleiros do Bayer de Munique, havia ficado 475 minutos sem tomar gols.

Valdir Peres jogou 30 partidas pela seleção, sofreu apenas uma derrota – justamente a memorável partida contra a Itália no Estádio Sarriá, sofrendo três gols de Paolo Rossi.   
O uso da joelheira, atualmente extinta em jogos oficiais, começou a ser utilizada em fins dos anos 60. Felix Venerando da Silva, tricampeão em 1970, utilizou esse material apenas nas primeiras fases da copa de 1970. Athiê Jorge Cury foi goleiro do Santos F.C. nos anos 20 e 30, tornando-se presidente do clube durante o período em que Pelé atuou por lá. Na década de 1920, o goleiro Tuffy era tão bom que a Cia Sudan de Cigarros o contratou para percorrer os campos da várzea do Carmo com uma promoção: quem conseguisse marcar um gol de pênalti nele, ganhava 10 maços de cigarro. Tuffy era chamado de satanás, pois, dois dias antes dos jogos, não fazia a barba e com seu uniforme preto amedrontava os adversários – foi tricampeão pelo S.C. Corinthians Paulista.
                                                                                                                                      Yashin - Aranha Negra 
Lev Iashin, o Aranha Negra, que disputou as copas de 1958, 1962 e 1966 pela ex-União Soviética, foi um dos primeiros goleiros a usar as mãos para fazer a reposição de bola. A utilização das luvas se deu em meados da década de 60. No Brasil, o primeiro goleiro a utilizar foi Cláudio, da equipe do Santos F.C..

Oberdan Cattani, goleiro da S.E. Palmeiras, jogou de 1941 a 1956 e encerrou a carreira no Clube Atlético Juventus, da Mooca, devido às grandes mãos – diziam que ele utilizava apenas uma das mãos para segurar os cruzamentos.


 Raul Plassman, no Esporte Clube Cruzeiro, foi o primeiro atleta a não vestir camisas pretas – vestia uma camisa amarela de mangas longas com o número 1 estampado com esparadrapo pois o clube não oferecia este material de jogo.  Ele tinha até um fã-clube feminino e era chamado de gay pela torcida Atleticana e por parte da imprensa Mineira e Brasileira..

Pelé foi goleiro, em partida realizada no Pacaembu em 1964, no jogo entre Santos e Grêmio.  O goleiro Laércio foi expulso e Pelé atuou no gol.  Em 21 de novembro de 1964, o goleiro do Botafogo, de Ribeirão Preto, Galdino Machado, sempre será lembrado, pois a equipe santista aplicou 11 a 0 – ele sofreu oito gols de Pelé, que reconheceu que Galdino foi o melhor em campo.



O GOLEIRO ARTILHEIRO 

Rogerio Ceni que ja jogou na Seleção Brasileira esta chegando ao seu gol de numero 100.
Maior marca entre os goleiros em todos os tempos.


O grande goleiro Moacir Barbosa da seleção de 1950, iniciou sua carreira no Clube Atlético Ipiranga em São Paulo, jogou no Vasco da Gama e ficou preconceituosamente lembrado pelo gol que levou na final contra o Uruguai. O dia 16 de julho de 1950, no Maracanã, nunca foi esquecido pelo atleta, que morreu em Santos onde vivia de favores dos amigos.

 Normalmente os goleiros são discretos,calados, mas existem os arrogantes, os irreverentes, os frangueiros, artilheiros e os irresponsáveis. Mas ninguém supera René Higuita e a sua defesa Escorpião.  







segunda-feira, 19 de abril de 2010

Plunct, Plact Zum





Outro exemplo legal o especial musical dirigida as crianças  “Plunct, Plact Zum”.
Raul Seixas encarna o Carimbador Maluco, uma leve crítica ao sistema de censura do antigo regime militar
"é preciso o meu carimbo dando sim sim sim sim..."
E Jo Soares como o Mestre Cuca do "Planeta Doce".
 
 
 

Pirlimpimpim



Em 1982, por ocasião do centenário de Monteiro Lobato, a Rede Globo produziu um especial infantil musical, adaptado da história Pirlimpimpim, obra do escritor..

Os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo eram interpretados por cantores, já que o musical exigia que os "atores" cantassem durante esse especial. Cada personagem tinha praticamente um número musical, sua performance de destaque. Assim, Emília foi interpretada por Baby Consuelo; Visconde de Sabugosa por Moraes Moreira; Tia Anastácia por Ivone Lara; Narizinho por Bebel Gilberto; Ângela Ro Ro (embora apenas vestida de bruxa) interpretava o tema musical da Cuca...

Já o Mestre Jorge Benjor foi convidado para compor e interpretar a canção temática do Saci Pererê.
Saci que e o mascote do time do Internacional de Porto Alegre.

Toquinho e Arca



Toquinho sempre dedicou parte de sua obra musical as crianças. Deve ter aprendido com o mestre Vinicius de Moraes, que nos anos 80 apresentou na TV Globo o Especial, Vinicius para Crianças- A arca de Noe. As canções são cantadas ate hoje, entre elas, A casa, O pato, A porta, As abelhas, O relógio, O gato, A pulga entre outras. Entre os interpretes, Boca Livre, Marina Lima, Bebel Gilberto, Moraes Moreira, Alceu Valença, Walter Franco... Criança tratada com respeito e com musica de muita qualidade... Bons tempos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pelé - O Rei do Futebol


Jorge Benjor reverenciando o Rei do Futebol, o todo poderoso atleta do século, mágico, bailarino, artista, o melhor de todos, sua majestade  Pelé, o homem da camisa 10.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pelé e o Marketing

Outro exemplo mal sucedido na publicidade foi a imagem de Pelé sendo usada numa garrafa de pinga a "Caninha Pelé.

Esta imagem foi usada sem autorização de Pelé.

Cada garrafa custa U$10.000,00. Dizem existir somente 6 exemplares desta cachaça Pelé, que encontram-se em maos de colecionadores.

Hoje a formula do Biotonica Fontoura foi alterada pois continha alcool

A publicidade e os craques do futebol

A história da publicidade no Brasil começa no século 19, quando os anúncios em jornais se referiam, grosso modo, à comercialização de imóveis e de escravos.

Já no século 20, com o surgimento das revistas, as propagandas ganharam cores e ilustrações. Outra novidade foi a implementação do texto mais objetivo. A partir de 1920, com a chegada ao Brasil de grandes empresas multinacionais, o "boom" da propaganda instalou-se por aqui.

O rádio era o grande veículo de comunicação, a partir dos anos 30. Mas nos anos 50, o futebol passou a dar imagem aos anúncios, tornando as revistas e os jornais grandes meios de transmissão de comerciais. Por conseqüência, jogadores já famosos, como Garrincha, Pelé e Gilmar, passaram a virar garotos-propagandas de tudo quanto era tipo de anúncio. Pelé é, até hoje, um garoto-vovô-propaganda. Aliás, ele deveria ser chamado de o "rei do merchan, juntamente com Milton Neves".

A partir da década de 70, as propagandas com jogadores de futebol e esportistas em geral foram para a TV colorida. Atualmente, os atletas “de grife” possuem contratos milionários com essa ou aquela empresa.

Gerson o canhotinha de ouro, camisa 8 da seleção de 1970 um dos maiores craques, armadores e lançadores e do futebol,l ficou marcado em 1976 quando se tornou garoto propaganda dos cigarros Vila Rica.

O Texto era mais ou menos assim:
"É gostoso, suave e não irrita a garganta,
Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro?
Gosto de levar vantagem em tudo, cerrrto?".
Marcado, não por ser atleta da seleção tri campeã de futebol e fazer propaganda de cigarro, afinal era fumante inveterado, mas por pronunciar a frase que descontextualizada tornou-se marca de aproveitadores em levar vantagem a qualquer preço e de qualquer forma em tudo...


Ate hoje Gerson tem horror desta historia que foi vitima e que originou a chamada (maldosamente),
Lei de Gerson.

sábado, 3 de abril de 2010

1958 – PRIMEIRA MARCHA DA PASCOA

No dia 7 de abril de 1958, 15 mil pacifistas britânicos protestaram diante do centro de pesquisas nucleares de Aldermaston contra o planejamento, a construção e o emprego de armas atômicas. A marcha ganhou seguidores no continente europeu e em pouco tempo virou tradição. As Marchas da Páscoa pela paz ainda acontecem, mas com menos brilho, depois do fim da Guerra Fria.  A Páscoa é uma das mais importantes datas do calendário cristão. A Semana Santa é para os cristãos um momento de reflexão e de celebração pela ressurreição de Jesus Cristo. Ou pelo menos deveria ser.

                                                                                                                Joan Baez - 1966 - Alemanha

Carolina Maria de Jesus / Bezerra da Silva


Carolina Maria de Jesus só freqüentou dois anos de escola. Mas foi fenômeno editorial. Negra, pobre, mãe solteira. Nasceu em Sacramento, Minas, em 1914. Em São Paulo, foi empregada doméstica, auxiliar de enfermagem, artista de circo. Desempregada, foi morar na favela do Canindé, às margens do Rio Tietê. Virou catadora de papel. Preservava algumas folhas para relatar experiências do dia-a-dia.

Maio de 1958. O repórter Audálio Dantas chega à favela para cobrir a inauguração de um parque infantil. Fica intrigado com a mulher que ameaça bêbados sobre os brinquedos: “Se não saírem daí, vou colocá-los em meu livro!”

Começava a carreira de Carolina. Parte dos escritos foram publicados na Folha da Noite. Sucesso. Em agosto de 1960, a escritora lança Quarto de Despejo. Vendeu 10 mil exemplares em uma semana. Contradição: no dia do lançamento, teve de catar papel para garantir comida.

Depois tudo mudou. O livro ganhou traduções em 13 línguas, circulou por dezenas de países. A escritora deu entrevistas, ganhou prêmios, apareceu na TV. Deixou a favela, recebeu as chaves da cidade. Mas seus livros seguintes não tiveram a mesma repercussão. Logo seria esquecida. Já não era favelada, mas morreu no barraco de um dos filhos, em fevereiro de 1977, deixando dezenas de obras por publicar.

BEZERRA DA SILVA- Embaixador da Favela

EU SOU FAVELA - A favela é, um problema social

A favela, nunca foi reduto de marginal
A favela, nunca foi reduto de marginal
Ela só tem gente humilde Marginalizada
e essa verdade não sai no jornal

A favela é, um problema social
A favela é, um problema social
Sim mas eu sou favela
Posso falar de cadeira

Minha gente é trabalhadeira
Nunca teve assistência social
Ela só vive lá
Porque para o pobre, não tem outro jeito
Apenas só tem o direito
A salário de fome e uma vida normal.

A favela é, um problema social

A favela é, um problema social

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Crônica e Futebol


Manifestação cultural que permeia o cotidiano brasileiro, o futebol é assunto diário na mídia e aparece como tema em várias obras literárias. Na mídia, são inúmeros os jornalistas, ex-jogadores e especialistas no assunto que escrevem sobre o esporte. Escritores também profissionais ou colaboradores do jornalismo, Lima Barreto, Mário de Andrade, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Nélson Rodrigues, Edilberto Coutinho, Mário Filho, Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Affonso Romano de Sant’Anna, João Cabral de Melo Neto, Luis Fernando Veríssimo, José Roberto Torero, Roberto Drummond... são alguns dos que fizeram prosa ou poesia com o futebol.

Gênero híbrido, arte literária e jornalismo; na mídia, a crônica é que trata o esporte com mais subjetividade do que as matérias e reportagens; na literatura, é o gênero em que mais aparece o futebol como temática. Dessa maneira, torna-se interessante investigar textos que registrem e recriem fatos e impressões desse esporte, verificando, no jornal e no livro, a postura do cronista, o tratamento do tema, o nível de subjetividade e os efeitos estéticos apresentados pelos textos, observando como esses recursos são importantes para a superação da facticidade nas crônicas.

Crônica e futebol

Ligada à vida cotidiana, a crônica é o espaço discursivo no qual o cronista registra sua visão da vida, das pessoas, das práticas culturais, comportamentos e fatos. Esse registro caracteriza-se, grosso modo, pela informalidade, sensibilidade no contato com a realidade, brevidade e leveza. Entretanto, diferentes textos revelam diferentes níveis dessas características em sua composição, sendo os que transcendem o factual e a objetividade – características do texto jornalístico – os considerados mais instigantes do ponto de vista literário, pois a crônica “tem como principal problema, para se transformar num gênero literário propriamente dito, libertar-se de suas limitações jornalísticas.” (Portella, 1958, p. 114).

Também no caso das crônicas cuja temática é o futebol, é possível separar, de um lado, textos predominantemente técnicos e/ou informativos e, de outro lado, ficariam os textos marcados por informalidade e tom de bate-papo, alguns com uma carga de subjetividade e superação do factual, da referencialidade e da automatização do uso da língua, em maior ou menor nível.

Na segunda fase do projeto “Afinidades da crônica brasileira: particularidades e confrontos”, coordenado pelo professor Luiz Carlos Santos Simon na Universidade Estadual de Londrina (UEL), foram pesquisados textos de cronistas consagrados e recolhidos textos de cronistas que escrevem atualmente em revistas semanais e mensais e jornais de vários estados brasileiros. A pesquisa, além de mostrar uma grande quantidade e atrativa qualidade de cronistas, mostrou o número significativo de cronistas que têm o futebol como assunto principal e/ou exclusivo. É interessante notar que, apesar de a maior parte dos escritos referentes a futebol ter caráter técnico e/ou informativo, a subjetividade e a sensibilidade ainda encontram espaço.

Escolhemos, para esse trabalho, textos da coluna “Boleiros”, um espaço do jornal O Estado de São Paulo em que são publicadas crônicas voltadas exclusivamente para o assunto futebol. Nessa coluna, sete cronistas escrevem, um a cada dia da semana. Como comentado anteriormente, há crônicas informais e subjetivas, em maior ou menor grau. Para discutir – brevemente – os textos que falam de futebol, foram escolhidos, da citada coluna, dois textos de cronistas diferentes. Também foi selecionada para a discussão uma crônica de um cronista consagrado, já publicada em livro. Esta servirá não de modelo ou ideal de crônica, mas sim de parâmetro para a discussão dos níveis, já indicados, geralmente tratados pelos Estudos Literários como caracterizadores, no gênero em questão, de superação da facticidade do jornalismo objetivo. As crônicas escolhidas: “Craque agora é o diretor”, de Ugo Giorgetti, “Para começar o ano”, de Nando Reis, e “Adoradores da bola”, de Paulo Mendes Campos.

Na crônica, temos um “eu” que se dirige ao leitor e comenta sobre um ou mais assuntos, conta um fato ou uma história. Chamamos, neste trabalho, essa instância enunciativa da crônica de “eu do cronista”. A forma como esse “eu” – que não deve ser confundindo com o eu biográfico do cronista – constrói sua subjetividade no texto é a chave para identificarmos sua visão e posição em relação ao tema e ao leitor, sua proximidade com este. Isso e os recursos estéticos usados serão rapidamente analisados nas crônicas a fim de verificarmos a medida da facticidade e da sensibilidade dos textos deste gênero que tratam de futebol.

“Craque agora é o diretor”

A crônica de Ugo Giorgetti faz referência à falta de craques por que passa o futebol brasileiro e as implicações disso nas competições. O eu do cronista inicia a crônica fazendo uma projeção do esporte em 2007: “Para os amantes do futebol, porém, uma previsão ao menos não é muito agradável. Ouso fazê-la assim mesmo” (Giorgetti, 2006). Ele se coloca em primeira pessoa, mas não se inclui, ainda, entre os amantes do futebol.

No segundo parágrafo da crônica, o eu do cronista se dirige ao leitor – “É bem possível, meu amigo, que seu time caia para a série B em 2007” (Giorgetti, 2006). Isso ocorre em todo o texto, sendo a função conativa destacada no texto. A “conversa” com o leitor inclui instruções, inseridas a partir do quarto parágrafo: “Preste atenção no seu clube. Observe seu treinador. Veja se ele é comprovadamente competente” (Giorgetti, 2006). O eu do cronista lida com o leitor como se estivesse orientando-o sobre como torcer e o que fazer no ano que chega.

No terceiro parágrafo, a tese do eu do cronista – de que qualquer time pode ser rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro, explicitada no segundo parágrafo – começa a ser defendida.

O Brasileiro já faz tempo se tornou um torneio disputado praticamente só por grandes clubes. A maioria tem teoricamente condições de disputar o título, mas tem as mesmas condições para despencar para a Série B. O futebol brasileiro está empobrecido de craques e esquadrões, portanto as superioridades se dão fora do campo, na organização das equipes, na capacidade dos treinadores e na competência dos diretores.

Num campeonato tão equilibrado qualquer erro pode ser fatal. Se um clube começa muito mal, se a moral despenca, o já limitado elenco pode entrar em processo de ansiedade e angústia e nesse estado está a um passo do abismo da Série B. Uma ou duas contratações equivocadas e é o suficiente. Uma troca de treinador precipitada e lá está o fantasma da Segundona. Isso, repito, pode acontecer com qualquer um dos clubes que disputam o brasileiro (Giorgetti, 2006).

A longa citação torna mais clara a análise. O eu do cronista comenta, mesmo com linguagem informal em um ou outro momento, de maneira bastante técnica o esporte. Ou seja, a postura é a de um especialista que alerta ao leitor-torcedor sobre a situação dos times no campeonato brasileiro. A referencialidade é grande e continua assim em toda a crônica.

O quarto parágrafo, conforme já citado, tem as instruções para o leitor acompanhar o futebol em 2007. A linguagem continua técnica e a opinião do eu do cronista se explicita, reforçando sua tese: “Já se sente certa exaustão no tão falado celeiro de craques que é o Brasil” (Giorgetti, 2006). No parágrafo seguinte, em que o leitor recebe a instrução de rezar “para que seu treinador saiba 'montar uma equipe'.” (Giorgetti, 2006), o eu do cronista explica, tecnicamente, o que é saber montar uma equipe.

Nesse parágrafo há a inserção de um fato particular, quando da citação do caso do clube gaúcho Internacional:

Mesmo campeão mundial, outro dia um amigo, depois de um gole de chope, fez observação curiosa: 'Você reparou na defesa do Inter? Clemer estaria entre os melhores goleiros do País? E Índio, que foi dispensado do Palmeiras? E Fabiano Heller? Também dispensado do mesmo Palmeiras (Giorgetti, 2006).

Ao que o eu do cronista completa, afirmando que a mudança no Inter foi provocada, na verdade, por alterações na diretoria do clube. Ele encerra, dirigindo-se novamente ao leitor, para que este fique atento porque “o craque do seu time vai ser o diretor do Departamento de Futebol” (Giorgetti, 2006). O sujeito que comenta mostra-se, no texto, como um especialista no assunto, que detém autoridade para ironizar o assunto. A subjetividade é restrita ao uso da primeira pessoa e à explicitação da opinião da instância enunciativa; o olhar do cronista é lançado ao esporte por uma perspectiva técnica, distanciada e objetiva. Além disso, o texto apresenta alta referencialidade e dependência dos fatos para ser compreendido. O interessante da crônica fica por conta da relação intertextual com as práticas discursivas referentes à previsão do futuro, pois o modo como o eu do cronista fala com o leitor se apropria da forma destes textos: a previsão, as instruções.

“Para começar o ano”

Na crônica de Nando Reis, o eu do cronista comenta sobre o costumeiro “bater bola” dos brasileiros. Apresenta-se em primeira pessoa, mas só no segundo parágrafo: “Não sei se é o sentido da distração, do entretenimento ou o instinto da competição que abunda no sangue de todos nós em maior ou menor grau” (Reis, 2007). A marca do sujeito aparece uma vez em primeira pessoa do singular e o restante em primeira pessoa do plural, seja em pronomes pessoais, possessivos, seja nas desinências dos verbos.

A informalidade é esparsa: “pronto, está feita a festa”, “Todo mundo bate bola” e “Está perto da gente”. O recurso mais constante é a comparação e a escolha vocabular visa a um efeito poético, parecendo haver uma perspectiva estética em relação ao futebol, o que se confirma apenas no plano da linguagem.

A crônica mostra que o futebol, para o eu do cronista, é uma atividade entre inata e automática para os brasileiros: “A aptidão para o esporte é inata, é genética, é vital [...] o brasileiro é um futebolista de berço” (Reis, 2007). Tendo especificado que não estará falando de forma generalizada do ser humano, mas sim dos brasileiros, ele reforça a idéia com comparações feitas em outro trecho:

[...] a idéia de conduzir uma bola até o gol que no horizonte se avizinha soa tão lógica e natural quanto levar uma colher de arroz à boca ou espantar um pernilongo que nos azucrina rodeando a cabeça pousada no travesseiro ou picando, insistente, a perna. Certas coisas não é preciso que nos ensinem, nascem com a gente, vêm entre os genes (Reis, 2007).

Apesar de incluir-se entre os que teriam o futebol nos genes, ou seja, na crônica, todos os brasileiros, o eu do cronista, em nenhuma passagem do texto, conta uma experiência sua com o esporte. O máximo a que chega é citar que se passarmos as férias em Ubatuba (como ele?), comprovaremos suas afirmações: “Passando férias em Ubatuba, é fácil constatar: basta ver um metro livre de um guarda-sol na areia, que logo se aglutinam dois ou três indivíduos com uma bola e começam a se movimentar” (Reis, 2007). A subjetividade do eu não é construída em relação estreita com o esporte, mas sim há o esboço da imagem de alguém que gosta apenas de observar o futebol como prática cultural e a relação dos outros com ele.

O distanciamento entre o eu do cronista e objeto sobre o qual comenta se repete no decorrer do texto: “Perder a noção do tempo jogando bola é um remédio para a prisão da vida cotidiana. É fundamental que cada um de nós possa se sentir livre para ser um Pelé” (Reis, 2007). É perceptível o apreço do eu do cronista em relação ao futebol e a sua função lúdica; no entanto, não fica claro se ele também perde a noção do tempo jogando bola ou se sente livre para ser um Pelé; fica explícito apenas que ele considera isso muito importante para o homem conseguir tornar mais suave sua rotina. Pode-se afirmar, logo, que o apreço pelo esporte não inclui a prática para o eu do cronista, pois ele posiciona-se como observador:

[...] observar é apreender o gesto como forma sublime, força oculta e divina que nos faz querer ser aquele que somos, como segredo escondido, até que renascemos nos outros, alheios e emprestados. A admiração é uma forma de incutir na realidade um parâmetro de adição entre a constatação de um limite oposto ao desejo de fazer possível aquilo que só foi conhecido através da aquisição por imagem. Exemplos alargam as margens do rio onírico (Reis, 2007).

Enfatizando a importância de se observar e a carga identitária dessa ação, o eu do cronista investe-se de autoridade para comentar o esporte, seja do ponto de vista estético – “Em cada pique épico que traça o risco aéreo há o simulacro de um Romário invencível” (Reis, 2007) – seja de uma perspectiva analítica: “Bater uma bola pode ser uma experiência sobrenatural e de alta ebulição do espírito. Uma espécie de droga natural, descarregada no organismo, alimentando de originalidade o extrato químico-psíquico” (Reis, 2007).

Foi possível verificarmos que as comparações e conceituações são os recursos utilizados para elaborar o comentário acerca do tema. O futebol é visto, mesmo que distanciadamente, pelo eu do cronista, por um prisma subjetivo, em que mesmo os aspectos sociológicos (como a função lúdica) são descritos de maneira poética. Não há a dependência de eventos específicos; o tempo é o presente atemporal do objeto observado, o esporte. Dessa forma, a crônica não se prende ao factual e a função poética da linguagem é bem utilizada.

“Adoradores da bola”

Paulo Mendes Campos não escrevia exclusivamente sobre futebol. O esporte foi tema de alguns textos seus, reunidos por Flávio Pinheiro, recentemente, no volume O gol é necessário, da editora Civilização Brasileira. A crônica em questão trata da paixão dos homens pelo futebol.

O eu do cronista se apresenta na primeira pessoa do plural no texto todo, sendo a primeira ocorrência no segundo parágrafo, no qual ele explora a imaginação para ampliar a afirmação feita no primeiro parágrafo de que “O brinquedo essencial do homem é a bola” (Campos, 2002, p. 17):

Um psicólogo do futebol imagina a seguinte cena: meninos jogam na rua; a bola sobra para o cavalheiro que passa. Que fará o austero transeunte? Ficará indiferente? Devolverá a bola com as mãos? Já vimos todos nós o que ele irá fazer: o homem, sem perder a gravidade, rebate a bola com o pé, aparentemente para prestar um serviço à garotada, mas na verdade porque não resiste ao elástico e impulsivo prazer de dar um chute. É sempre um grande prazer, uma das coisas agradáveis da vida, dar um chute na bola, sobretudo quando conseguimos colocá-la na meta almejada (Campos, 2002, p. 17).

A imagem elaborada ilustra e reforça a afirmação feita anteriormente. O eu do cronista ainda se inclui, primeiramente entre os leitores que estão, a partir do texto, imaginando também a cena e que podem ter já presenciado uma semelhante e, depois, entre os que sentem prazer com prática da atividade futebolística.

No terceiro parágrafo, o eu do cronista busca argumentos de autoridade para justificar ainda mais firmemente sua afirmação. Não são, contudo, argumentos objetivos. Ele recorre ao poeta Rilke – “[....] Rilke intuiu bem os símbolos contidos na bola e no jogo da bola: a lei da gravidade e a liberdade do vôo são valores atuantes da realidade humana” (Campos, 2002, p. 17) – e ao pedagogo alemão Friedrich Fröbel – “Fröbel havia escrito: ‘A esfera é para mim um símbolo da plenitude realizada; é o símbolo de meus princípios fundamentais de educação e de vida” (Campos, 2002, p. 17). Eles não falaram de futebol, mas o eu do cronista usa suas idéias para provar que o futebol é a atividade lúdica essencial ao homem.

A partir do quarto parágrafo, o comentário é particularizado e o leitor tem acesso à experiência do eu do cronista, via narração de fatos acontecidos com este. O eu do cronista se apresenta, conforme podemos ver no texto, como o narrador que compartilha o seu vivido, pois "o narrador retira da experiência o que ele conta: sua própria experiência ou a relatada pelos outros" (Benjamin, 1994, p. 201). Com a série de relatos, é construída a imagem de um homem apaixonado pelo futebol, cuja relação emotiva com o esporte é intensa. Esse sentimento e sua experiência são partilhados com o leitor por meio da narração: “As nossas peladas adultas começaram há mais de vinte anos no quintal dum apartamento térreo em Ipanema” (Campos, 2002, p. 18). Ele se apresenta, a partir desse trecho, com um “nós” que se refere a ele e a pessoas de sua convivência, que também jogam futebol, identificados no final do texto como “veteranos” (Campos, 2002, p. 20).

A primeira narrativa se refere a um “companheiro nosso, zagueiro de recursos” (Campos, 2002, p. 18) que reservou parte de um loteamento de uma propriedade sua para fazer um campo de futebol. O eu do cronista explica que “os que não entenderam o nosso campo tinham perdido irremediavelmente (danem-se) a infância. A infância é apenas isto: a sensação de que viver é de graça” (Campos, 2002, p. 18). Há mobilidade temática; o olhar subjetivo vai além do esporte e chega à poeticidade da definição própria para a infância.

O eu do cronista, já estabelecido também como narrador, conta sobre a oposição que ele e seus colegas de pelada tinham sofrido pela insistência em jogar e que eles mesmos passaram “a inventar as desculpas que fossem tranqüilizando os outros [...] Também eu, com pusilanimidade, escrevi por aí que estávamos correndo atrás dum restinho de infância – o que é apenas parte da verdade” (Campos, 2002, p. 19). A força da relação emocional com o futebol é novamente marcada nesse trecho, quando o eu do cronista revela, ao leitor, a verdade sobre si: “A verdade integral é a bola. O futebol paixão. Esse amor que faz um homem de quarenta e tantos anos sofrear o sono da fadiga para rememorar em câmara lenta o gol de cobertura que fez pela manhã” (Campos, 2002, p. 19).

O sujeito se mostra e se constrói no texto; sua imagem de adorador da bola é desenhada pela explicitação de sua paixão pelo futebol. Nos dois parágrafos posteriores, uma categorização dos homens conforme o tamanho de sua paixão pelo esporte é feita, numa comparação com a relação do homem com o álcool, objetivando comentar a ligação de outros adoradores da bola com o futebol, no sentido de uma identificação do eu do cronista com esse grupo. Depois, outros eventos são narrados com vistas ao mesmo fim:

Conheço um que voou de Paris para Roma a fim de pegar o avião que o depositasse no Rio a tempo de apanhar nosso torneio dominical. Outro convidado para apadrinhar um casamento em tarde de sábado, foi rude, porém sincero, colocando a noivinha nesta sinuca: um presente de duzentos no sábado ou um cheque de mil se o casamento fosse transferido para outro dia da semana. Um terceiro dava um vestido caro à mulher (a própria), contanto que ela o deixasse agarrar no gol no fim de semana, em vez de subir para as elegâncias de Petrópolis (Campos, 2002, p. 19-20).

Os relatos já citados e esses demonstram que o eu do cronista se constrói como sujeito no texto, identificado como um adorador da bola. Sua experiência e sua relação pessoal com o esporte aproximam-no do objeto de seu comentário e, com isso, do leitor que se identifica com a paixão dele pelo futebol e/ou com a explicitação de uma paixão assim. Até mesmo o grupo dos que não aprovam a atividade e a paixão do eu do cronista está presente no texto, sendo um de seus interlocutores: “Às vezes, línguas más dizem que estamos fazendo o vestibular para o Asilo São Luís. Pouco nos importa. Estejam todos certos de que levaremos uma bola para o pátio do asilo.” (Campos, 2002, p. 20).

As imagens, a narração da experiência, a mobilidade temática, o não apego a fatos – pois os eventos são usados como elementos da identidade do eu do cronista – o humor dos relatos e a proximidade do eu do cronista com o tema e com o futebol são recursos expressivos e constitutivos da subjetividade do texto. Isso torna, de fato, o texto caracterizado pela superação da facticidade, pela função emotiva e poética da linguagem destacada, pela leveza e mesmo sensibilidade.

Considerações finais

Verificamos que a crônica de Ugo Giorgetti é um texto majoritariamente objetivo e ligado aos fatos recentes, sendo a postura do eu do cronista técnica e jornalística. Foi possível constatar, por outro lado, que a crônica de Nando Reis e a de Paulo Mendes Campos, embora diferentes, destacam-se pela elaboração poética da linguagem e superação da facticidade.

O trabalho com esses textos pôde mostrar, embora a discussão tenha se limitado a um corpus pequeno, que as crônicas, inclusive aquelas cujo tema principal é o futebol, têm a possibilidade de superar a excessiva referencialidade e objetividade por meio de recursos lingüísticos e do olhar subjetivo para o tema, visto que “A crônica será tanto mais literária quanto mais fugir às exigências do espírito da reportagem, atingindo o melhor de sua realização formal quando consegue fundir os supostos contrários – a literatura e o jornalismo...” (Coutinho, 1986, p. 134).



Referências bibliográficas

BENJAMIN, Walter. O narrador – considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.

CAMPOS, Paulo Mendes. Adoradores da bola. In: O gol é necessário. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 17-20.

COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil. v. 6, 3 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.

GIORGETTI, Ugo. Craque agora é o diretor. In: O Estado de São Paulo, São Paulo, 31 dez. 2006. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2007.

PORTELLA, Eduardo. Dimensões I. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1958.

REIS, Nando. Pra começar o ano. In: O Estado de São Paulo, São Paulo, 04 jan. 2007. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2007.



por ANDRÊYA GARCIA DA PAIXÃO MORGADO

DRUMMOND, OUTROS POETAS E A BOLA...

"O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé".

Pelé: 1.000 (1969)







"Confesso que o futebol me aturde, porque não sei chegar até o seu mistério. Entretanto, a criança menos informada o possui". Mistério da Bola (1954)



"Não há nada mais triste do que papel picado, no asfalto, depois de um jogo perdido.

São esperanças picadas". Jogo à Distância (1966)


"Perder é uma forma de aprender. E ganhar, uma forma de se esquecer o que se aprendeu". (1974)


"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho". Mané e o Sonho (1983)


Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade?

Não explicaria. Daria uma bola para que ele jogasse...

Dorothee Sölle


                                           Um bom poema
um bom poema leva anos

cinco jogando bola,

mais cinco estudando sânscrito,

seis carregando pedra,

nove namorando a vizinha,

sete levando porrada,

quatro andando sozinho,

três mudando de cidade,

dez trocando de assunto,

uma eternidade, eu e você,

caminhando junto

paulo leminski


Bola de futebol...é um utensílio semivivo, / de reações próprias como bicho, / e que, como bicho, é mister / (mais que bicho, como mulher) / usar com malícia e atenção / dando aos pés astúcias de mãos.

João Cabral de Mello Neto




Nunca pense que está sozinho quando você vive futebol,respira futebol.Isso significa que você faz parte dessa paixão mundial pela bola porque futebol além de um esporte é um ideal de vida.

Vinícius




Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade...

Jornalista do Sunday Mirror de Londres

Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica...

Johann Cruyff

A única diferença da Política para o Futebol é que, na Política, por falta de bola, eles se chutam uns aos outros

luan fernandes

quarta-feira, 31 de março de 2010

HISTÓRIA DAS ARTES



Pré-História

As primeiras manifestações artísticas do Velho Mundo conhecidas datam do período Paleolítico Superior (de 30.000 a.C. a 9000 a.C.). Entre as peças mais antigas já encontradas estão estatuetas humanas como a Vênus de Willendorf (25.000 a.C.).

Os mais importantes grupos de pinturas em cavernas estão em Altamira, na Espanha (30.000 a.C. a 12.000 a.C.), e em Lascaux, na França (15.000 a.C. a 10.000 a.C.), onde se encontram pintados e gravados nas paredes cavalos, bisões, rinocerontes e outros animais que parecem indicar uma arte ritual.

As figuras alcançam alto grau de naturalismo e evoluem da monocromia à policromia entre 15.000 a.C. e 9000 a.C.



4000 a. C. / 331 a. C.

Na Mesopotâmia, sumerianos, babilônios, assírios e outros povos realizam uma arte que expressa a religiosidade e o poder dos governantes. São touros alados, estatuetas de olhos circulares, relevos representando conquistas militares e animais, sinetes e cilindros entalhados com pictogramas (ícones utilizados em um sistema de escrita baseado em representações simplificadas da realidade).



3000 a. C. / 330 a. C.

A arte do Egito possui forte conteúdo religioso e funerário. Há representações detalhistas de deuses, homens e animais entremeadas à escrita hieroglífica. De início esquemática, a arte aproxima-se do realismo nas estátuas, embora a pintura mural e de papiros obedeça a códigos rígidos, como a representação de perfil.







2800 a. C. / 1100 a. C.

Na Grécia, nas ilhas Cíclades, desenvolve-se a cultura cicládica, representada principalmente por estatuetas, geralmente de mármore, de figuras humanas estilizadas, reduzidas a elementos essenciais.









2700 a. C. / 1400 a. C.

A cultura minóica floresce na ilha grega de Creta. Nas pinturas murais, as cores revelam-se intensas e vivas. Imagens de touros, figuras abstratas, motivos marinhos e animais decoram a cerâmica. Há escultura religiosa de pequenas dimensões.

                                  

1600 a. C. / 1200 a. C.

A cultura micênica surge em Micenas e depois se propaga para as cidades da Grécia continental. Caracteriza-se, na arquitetura, pela construção de cidadelas fortificadas com imensos blocos de pedra. Já na pintura e na escultura existe influência da arte minóica, com obras mais geométricas e menos naturalistas.








Séculos VIII a. C. / V a. C.

O período arcaico da arte grega mostra a passagem de um estilo geométrico para um naturalismo influenciado pela arte egípcia. Os kouroi, estátuas de jovens em pé, demonstram a busca da harmonia na representação do corpo humano. A pintura em cerâmica caracteriza-se pelo uso de figuras negras e vermelhas. Entre os artistas, destacam-se Aristonoto e Exékias. Também se desenvolve a decoração lateral e frontal de templos como o de Afaia, em Egina.



480 a. C. / 323 a. C.

O período clássico da arte grega espelha o apogeu da cultura de Atenas. O equilíbrio entre a idealização da natureza e sua representação obtém-se do estudo das proporções. Na pintura, o naturalismo é alcançado pelo domínio da perspectiva. Destacam-se pintores como Polignoto, Zêuxis e Parrásio. Na escultura, em que se utilizam o bronze e o mármore, existe harmonia entre forma e movimento. Os principais escultores são Mirón, Policleto, Fídias, Praxíteles. A arquitetura e a ornamentação de templos, como o Partenon em Atenas (447 a.C.-442 a.C.) e o templo de Zeus em Olímpia (460 a.C.), denotam enorme força expressiva e dinâmica.



323 a. C. / 146 a. C.

No período helenístico, a arte grega assume características realistas ao incluir a representação da feiúra. Nas esculturas percebem-se dramaticidade e exuberância decorativa. Entre as obras mais conhecidas estão Vitória da Samotrácia (300 a.C.), Vênus de Milo (final do século II a.C.) e os frisos do templo de Zeus, em Pérgamo (165 a.C.).



                                                                                    500 a. C. / 330 d. C.

Influenciada pelos etruscos, a arte romana adota os modelos culturais gregos e chega a copiar estátuas clássicas e helenísticas. Nesta época, o retrato ganha um caráter realista e pessoal. Incentiva-se a construção de monumentos públicos, e a pintura mural busca o efeito tridimensional. Um dos destaques são os afrescos de Pompéia (séc. I a.C.).



330 / 1000

No Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla (antiga Bizâncio), surge a arte bizantina, sob influência da Grécia e da Ásia Menor. Destacam-se as pinturas murais, os manuscritos, os ícones e os mosaicos de cores brilhantes, carregados de profundo misticismo religioso. As rígidas convenções cristãs impedem a representação de movimento na imagem.



1000 / 1520

Os padrões da Antigüidade Clássica voltam a servir de base cultural e artística. As idéias do humanismo colocam o homem como centro e medida da vida. Há um grande desenvolvimento da perspectiva, e utilizam-se os conhecimentos científicos para reproduzir mais fielmente a natureza. Na pintura, técnicas novas, como o uso da tinta a óleo, aumentam a ilusão de realidade. A escultura pretende maior naturalidade e expressividade. Verifica-se também um crescimento considerável da xilogravura e da gravura em metal.

Entre as pinturas destacam-se O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck; A Alegoria da Primavera, de Sandro Boticcelli; A Virgem dos Rochedos, de Leonardo da Vinci; A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio; o teto da Capela Sistina, de Michelangelo Buonarotti (também um dos principais nomes da escultura); e O Cavaleiro, a Morte e o Diabo, de Albrecht Dürer. Entre os escultores também se sobressai Donato di Donatello.



1520 / 1590 MANEIRISMO

Ao romper com as regras clássicas de idealização da beleza, o maneirismo distingue-se por suas figuras distorcidas, alongadas e serpenteantes. A representação não realista do espaço produz uma forte sensação de tensão, e composições bizarras e deformadas sugerem aspectos ocultos da natureza. Entre as obras mais importantes estão O Juízo Final, de Michelangelo; A Crucificação, de Tintoretto; e O Enterro do Conde de Orgaz, de El Greco.



1600 / 1750 BARROCO

O barroco privilegia a cor e não o desenho, e as técnicas empregadas permitem criar uma nítida impressão de movimento. A pintura explora efeitos de luz e sombra e dramatiza o espaço para envolver os sentidos do espectador. Ligado ao absolutismo, o movimento vê-se influenciado pela Contra-Reforma nos países católicos e pela busca de independência e de uma identidade nacional nos países protestantes. Surgem também temas como a paisagem, a natureza-morta e cenas do cotidiano. Como obras destacam-se A Ceia em Emaús, de Caravaggio; A Descida da Cruz, de Peter Paul Rubens; A Ronda Noturna, de Rembrandt; O Êxtase de Santa Teresa, de Gian Lorenzo Bernini; As Meninas, de Diego Velásquez; e Vista de Delft, de Jan Vermeer.



1730 / 1800 ROCOCÓ

Uma pintura de tons claros com linhas curvas e arabescos marca o estilo decorativo e a atmosfera sensual do rococó. O afresco ganha importância, e geralmente vem associado à escultura na decoração de interiores. Seus representantes mais importantes: Jean-Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.



1750 / 1820 NEOCLASSICISMO



Os valores da Antigüidade greco-romana e do Renascimento são resgatados pelo neoclassicismo. Há uma supremacia do desenho e da linha sobre a cor, em ambientações teatrais e sóbrias. Os ideais do iluminismo e da Revolução Francesa favorecem o nascimento de um espírito cívico e de sacrifício heróico. Isso contribui para que a pintura histórica seja vista como a forma mais nobre de arte. Nesse período destacam-se Perseu com a Cabeça da Medusa, de Antonio Canova; O Parnaso, de Anton Raphael Mengs; O Juramento dos Horácios e A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David; e A Banhista de Valpinçon, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.



1790-1850 ROMANTISMO

Notabilizadas pela subjetividade e pela introspecção, as obras de arte do romantismo evocam sentimentos e sensações. Há um interesse maior pelo passado não clássico e uma forte influência da literatura romântica, além de uma atração pelas forças da natureza e pelo exótico. A cor e o movimento suplantam os traços e a exatidão do contorno. Distingue-se o trabalho de Francisco de Goya y Lucientes, cuja obra antecipa características futuramente desenvolvidas por movimentos como o expressionismo. Algumas de suas principais pinturas são A Família de Carlos IV, O Colosso e Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808. Também é autor de importantes séries de gravuras. Sobressaem ainda obras como A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault; A Carroça de Feno, de John Constable; A Morte de Sardanapalo, de Eugène Delacroix; e O Combatente Téméraire, de Joseph William Turner.



1830 NATURALISMO

O naturalismo dos paisagistas da Escola de Barbizon desenvolve uma pintura de cores luminosas, motivada pelo contato com a natureza. Mais tarde o movimento influenciará os impressionistas. Destacam-se Camille Corot, Théodore Rousseau e Jean-François Millet.



1848 /1853 PRÉ-RAFAELITAS

Forma-se a Irmandade Britânica Pré-Rafaelita, grupo que prega o retorno aos valores artísticos anteriores a Rafael, tido por seus membros como o mestre da arte. As pinturas de Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt, John Everett Millais e Edward Burne-Jones são detalhistas, cheias de alegorias simbólicas, marcadas por cores brilhantes e por temas medievais.



1848 /1875 REALISMO

O realismo registra a realidade física do mundo por meio da objetividade científica e crua, inspirado pela vida cotidiana e pela paisagem. O conteúdo de crítica social das obras e um erotismo mais explícito causam forte reação na crítica e no público. Entre as principais pinturas estão Enterro em Ornans, de Gustave Courbet; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Daumier; e Almoço na Relva, de Édouard Manet.



1872 / 1900 IM PRESSIONISMO

O impressionismo fragmenta a pincelada e por meio da cor pinta a luz, manifestando uma impressão da realidade. Boa parte da pintura é feita ao ar livre, o que facilita a captação dos efeitos da luz na natureza. A fragmentação da superfície plana da pintura, feita pelos impressionistas e pelos pós-impressionistas, abre caminho para movimentos como o cubismo e o abstracionismo. Entre as obras mais conhecidas estão Impressão, Nascer do Sol, de Claude Monet, tela que deu nome ao movimento; A Aula de Dança, de Edgard Degas; e O Almoço dos Remadores, de Auguste Renoir.



1880 /1900 PÓS-IMPRESSIONISMO

O pós-impressionismo refere-se a artistas que, ao assimilar os conhecimentos de cor e luz do impressionismo e de outros estilos, influenciam os novos caminhos da arte do século XX. São experimentações extremamente individuais.

Pela fragmentação da pincelada, da cor e da perspectiva, Paul Cézanne alcança a essência das formas da natureza, como em O Monte Sainte Victoire.

Paul Gauguin utiliza-se de um cromatismo intenso, não naturalista, como em O Cristo Amarelo.

As cores mais fortes são exploradas por Vincent van Gogh com pinceladas vigorosas, explosivas, sem contornos nem limites definidos, como em Noite Estrelada.

Georges Seurat, autor de Tarde de Domingo na Ilha La Grande Jatte, cria o divisionismo, ou pontilhismo, ao reduzir a imagem a pontos de cor pura e deixar a fusão das cores e da imagem para olho do espectador.

Henri de Toulouse-Lautrec explora a litogravura (técnica de impressão de tinta ou lápis oleoso sobre pedra calcária) para alterar e reconstruir o espaço perspectivo pela expressividade da linha, e assim retratar a vida noturna parisiense, como em Jane Avril no Jardin de Paris.



1885 / 1910 SIMBOLISMO

O simbolismo, marcado pelo mistério e pela sensualidade, busca as relações entre o mundo subjetivo e dos sonhos e o significado por trás da realidade aparente das coisas. Existe também uma atração pelo lado sombrio do ser humano e da natureza e pelo oculto. Uma das ramificações do movimento é o estilo de inspiração oriental e medieval conhecido como “art nouveau”, na França, e “jugendstil”, na Alemanha. Destacam-se como artistas Odilon Redon, James Ensor, Gustav Klimt, Edward Munch e Auguste Rodin.



1891/ 1900 GRUPO NABIS

O grupo Nabis (Profetas, em hebreu) põe em prática um estilo carregado de simbolismo, inspirado no uso da cor em trabalhos como o do pintor Paul Gauguin, nas gravuras e na pintura ornamental japonesa. Eles dão especial atenção às técnicas gráficas, como a litogravura.

Pertencem ao movimento, entre outros, Pierre Bonnard, Maurice Denis, Aristide Maillol, Félix Vallotton e Édouard Vuillard.



EXPRESSIONISMO

Artistas de diferentes épocas são considerados precursores do expressionismo, entre eles Goya, Van Gogh, Gauguin e James Ensor. Mais que um estilo, o expressionismo é uma postura assumida em diversas formas de manifestação artística durante o século XX. Vários de seus representantes trabalham nessa linha, sem ligar-se a movimentos ou a grupos. Entre eles, Edward Munch, Emil Nolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon. Nas artes visuais, o expressionismo utiliza-se da distorção das formas, da cor e do desenho para representar o sentimento do artista e seu mundo interior.



1905 /1908 FAUVISMO

Na França, o fauvismo (de fauves, ou fera) busca a harmonia e o equilíbrio da composição por meio de cores intensas e não naturalistas. Dança, de Henri Matisse, é uma das obras representativas do movimento.



1905 /1913 EXPRESSIONISMO

Na Alemanha, o grupo Die Brücke (A Ponte) lança as bases formais do expressionismo. Os temas são mórbidos e depressivos e as figuras angulosas. A perspectiva distorcida e irreal evoca o interior angustiado do artista, que filtra a realidade por meio de suas emoções. Alguns membros do grupos são Ernst Kirchner, Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff, Max Pechstein e Otto Mueller.



1907 /1914 CUBISMO

Influenciado por Cézanne e pela arte primitiva, o cubismo rompe com a perspectiva tradicional ao apresentar múltiplos pontos de vista em um mesmo quadro ou escultura. O rosto da figuras, por exemplo, exibe ao mesmo tempo o perfil e a frente. Por meio de uma visão objetiva, os artistas procuram a síntese geométrica dos volumes e da forma, e às vezes os reduzem a sólidos, como cubos, cilindros e esferas.

Com o cubismo inaugura-se também a aplicação de colagens e referências à comunicação de massa (estampas, recortes de jornais e fotos são colados à tela). São obras marcantes Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque, de Georges Braque.



1909 / 1914 FUTURISMO

O futurismo enaltece a dinâmica e a velocidade do mundo moderno ao se utilizar de uma sucessão de linhas e planos paralelos. As obras pretendem representar simultaneamente no espaço as diversas fases do movimento do objeto. Destacam-se Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo, Giacomo Balla e Gino Severini.



1911 /1914 ORFISMO

No orfismo, a exploração do contraste das cores prevalece sobre os elementos formais. As obras, no entanto, mantêm forte vínculo com a noção de espaço e a perspectiva cubista. Destacam-se os trabalhos de Robert Delaunay, Sonia Delaunay e Frantisek Kupka.



1912 / 1914 EXPRESSIONISMO DER BLAUE REITER (O CAVALEIRO AZUL)

O grupo Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) desenvolve um expressionismo influenciado pelo cubismo e pelo futurismo. Seus integrantes têm uma visão espiritualizada do universo e se manifestam sobretudo por meio da cor. A realidade interior é exposta pela fragmentação das formas e pelo caráter gestual da pincelada. Pesquisa-se a correspondência entre as diferentes linguagens artísticas, como entre a música e a pintura. Algumas das obras importantes do grupo são Improvisação nº 19, de Wassily Kandinsky; Cavalo Azul I, de Franz Marc; Grande Jardim Zoológico, de August Macke; e Vista de Kairuam, de Paul Klee.





1913 SUPREMATISMO

O suprematismo, na Rússia, é um movimento abstrato de tendências geométricas, que adota formas básicas – triângulo, quadrado ou círculo, por exemplo – e cores puras, em composições monocromáticas. Um exemplo é a obra Quadrado Negro, de Kasimir Malevich.



ABSTRACIONISMO

É um tipo de arte que não representa a aparência das coisas do mundo real e que vê a obra como um objeto em si. O foco está nos elementos fundamentais da pintura – o ponto, a linha, o plano e a cor –, que constituem uma realidade própria. Esse enfoque existe na base de diversos movimentos artísticos, como o suprematismo, o neoplasticismo, o construtivismo, o concretismo, o expressionismo abstrato.

Em seu desenvolvimento, o abstracionismo divide-se em duas formas básicas:

- informal (ou subjetiva), ligada à expressão interior do artista; e

- geométrica (ou objetiva), relacionada com a construção do pensamento, com sua representação e percepção.



1916 / 1922 DADAÍSMO

Anárquico e antiburguês, o movimento dadá, ou dadaísmo, prega o absurdo, o sarcasmo e o acaso, simultaneamente, em diversas linguagens, como pintura, poesia, escultura, fotografia e teatro. Para isso, os artistas desenvolvem estilos e tendências diversos. Destacam-se Hugo Ball, Hans Arp, Francis Picabia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt Schwitters, George Grosz e Man Ray.



1917 / 1924 PINTURA METAFÍSICA / NEOPLASTICISMO

A pintura metafísica, de tendência figurativa, distingue-se pelas inusitadas imagens oníricas, em perspectivas distorcidas pela luz. Uma obra com essa característica é As Musas Inquietantes, de Giorgio de Chirico.

Nesse mesmo período, o neoplasticismo, depois do grupo De Stijl, baseia-se em uma teoria que procura criar uma visão geométrica e matemática da realidade usando linhas, planos e cores básicas. Uma das obras mais conhecidas é Composição com Vermelho, Amarelo e Azul, de Piet Mondrian.



1919 / 1933 BAUHAUS

A Bauhaus, escola fundada por Walter Gropius na Alemanha, associa artes visuais, desenho industrial, arquitetura e artes decorativas. O objetivo é produzir uma arte funcional, que atenda às necessidades da sociedade industrial e torne mais harmônico o cotidiano das pessoas. Alguns de seus integrantes são Wassily Kandinsky, Paul Klee, Lyonel Feininger, Oskar Schlemmer e László Moholy-Nagy.



1920 / 1922 CONSTRUTIVISMO RUSSO

O construtivismo russo defende uma arte abstrata com a função social de criar uma nova realidade, com base na união de todas as formas de arte. A pintura e a escultura devem ser funcionais e, por isso, aparecem muito ligadas à arquitetura. Predomina a arte abstrata, em que se destacam estudos sobre o movimento e a luz. Entre os principais nomes dessa corrente encontram-se Antoine Pevsner, Naum Gabo, Vladímir Tatlin e Alexander Rodchenko.



1922 REALISMO SOCIAL

A difusão dos ideais socialistas leva o realismo social a diversos países. Caracterizado por um figurativismo expressionista, mostra forte caráter narrativo e temas preocupados com a política e com o social. Os mexicanos Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros são alguns dos mais importantes artistas dessa tendência, com Ben Shahn e Renato Guttuso.



1923 / 1925 NOVA OBJETIVIDADE

A nova objetividade desenvolve na Alemanha um expressionismo sarcástico, de crítica feroz às condições do pós-guerra e à sociedade. Utiliza a caricatura e a distorção do desenho e da cor. Destacam-se Max Beckmann, Otto Dix, George Grosz e Käthe Kollwitz.



1924 SURREALISMO

Ao explorar o inconsciente e o fluxo de imagens não controladas pela razão, o surrealismo se utiliza de associações irreais, bizarras e provocativas. O rompimento com as noções tradicionais da perspectiva e da proporcionalidade resulta em imagens estranhas e inverossímeis. Auto-Retrato com Sete Dedos, de Marc Chagall; O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró; A Persistência da Memória, de Salvador Dalí; A Traição das Imagens, de René Magritte; e Uma Semana de Bondade, de Max Ernst, são algumas das obras mais representativas.



1930 EXPRESSIONISMO ABSTRATO

Na Europa e nos Estados Unidos (EUA), o expressionismo abstrato abriga diversas definições e correntes, mas todas têm em comum o uso e a preocupação com a gestualidade, como o abstracionismo lírico, a action painting, o tachismo, o informalismo e o colour field.

O abstracionismo lírico estabelece as tendências gerais das diversas correntes do expressionismo abstrato. Defende a importância do gesto inconsciente, que cria uma caligrafia do movimento, e a expressão interior do indivíduo, que se dá por meio do gesto e independe da forma. Têm destaque os artistas Roger Bissière, Maria Elena Vieira da Silva, Jean Bazaine, Jean-Paul Riopelle, Nicolas de Staël e Hans Hofmann.



1933 UNIT ONE (UNIDADE UM)

Cria-se a Unit One (Unidade Um), grupo de artistas ingleses – Henri Moore, Ben Nicholson, Barbara Hepworth e Paul Nash, entre outros – que tem por objetivo difundir a arte moderna inglesa, de tendências surrealistas e abstratas. Seu porta-voz e divulgador é o crítico e historiador da arte Herbert Read.



1944 CONCRETISMO

O concretismo cresce como a principal corrente do abstracionismo geométrico. Com suporte teórico do pintor e arquiteto holandês Theo van Doesburg, constrói uma realidade matemática, calculada, de um geometrismo rigoroso e objetivo. Sustenta que não existe arte mais real ou concreta do que a baseada na linha, na cor e na superfície. Seu principal representante maior é Max Bill.



1945 ABSTRACIONISMO MATÉRICO

Vertente do expressionismo abstrato, o abstracionismo matérico transforma o material com que é feita a obra (tinta, terra etc.) no ponto central dela própria ao salientar sua textura e a expressão do gesto do artista na matéria. Sobressaem Jean Dubuffet, Wols, Jean Fautrier, Antoni Tápies e Alberto Burri.



1946 ESPACIALISMO

O espacialismo associa a gestualidade do expressionismo abstrato à ruptura com o suporte e a superfície da obra, uma influência dadaísta. As composições monocromáticas, que têm o gesto fixado na obra em forma de rasgos, furos e cortes, discutem a natureza da própria obra no espaço. Lucio Fontana é um de seus destaques.



1948-1951 GRUPO COBRA (DE COPENHAGEN, BRUXELAS E AMSTERDÃ)

O grupo Cobra (de Copenhagen, Bruxelas e Amsterdã), sob influência da arte primitiva e infantil, apresenta um expressionismo fundamentado na gestualidade violenta e inconsciente e na cor. Valoriza um imaginário fantástico, muitas vezes baseado na mitologia e no folclore nórdicos. Corneille, Asger Jorn, Karel Appel e Pierre Alechinsky são alguns membros do grupo.



1950 ACTION PAINTING / TACHISMO / INFORMALISMO / COLOUR FIELD PAINTING

Nos Estados Unidos (EUA), a action painting busca a expressividade pela ação e pelo movimento no ato de pintar. Essa descarga de energia, que se dá por meio de pinceladas, dripping (respingamento de tinta) ou simplesmente derramando a tinta sobre a superfície, confere um aspecto inconsciente e subjetivo à obra.

Os mais importantes artistas dessa corrente são Jackson Pollock, Willem de Kooning e Franz Kline.

O equivalente europeu da action painting é o tachismo– do francês tache (mancha). O nome faz referência à forma casual, à mancha resultante do gesto do artista. Destacam-se Hans Hartung, Pierre Soulages e Georges Mathieu.

O informalismo procura o gesto espontâneo, a diluição da forma e a liberdade na composição informal da mancha, do traço e da cor. Os destaques são Henri Michaux, Mark Tobey e Emilio Vedova.

A colour field painting é uma tendência baseada na composição e na pesquisa de áreas geométricas extensas e monocromáticas. Alugumas expressões do movimento são Mark Rothko, Barnett Newmann, Kenneth Noland, Clyfford Still, Morris Louis e Richard Diebenkorn.



1955 DOCUMENTA DE KASSEL

A exposição Documenta de Kassel, na Alemanha, realiza-se pela primeira vez para resgatar as tendências modernas perseguidas pelo regime nazista. Realizada a cada cinco anos, torna-se o mais importante painel da produção artística contemporânea internacional, ao lado das bienais de Veneza (criada em 1895) e de São Paulo (criada em 1951).





1956 POP ART / ARTE CINÉTICA

As histórias em quadrinhos e a mídia são as referências da pop art. A apropriação dessas imagens cotidianas é feita com humor, o que, porém, não impede uma ácida crítica ao consumismo.

Destacam-se artistas como Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg.

Nesse mesmo período, a arte cinética rompe a dimensão do quadro e estabelece jogos óticos entre o objeto e o espectador por meio do movimento e da luz, induzidos de forma mecânica ou elétrica. Entre seus artistas estão Jesús-Rafael Soto, Jean Tinguely e Alexander Calder.



1960 NOUVELLE FIGURATION / NOUVEAU RÉALISME / OP ART

Três correntes se fortalecem no início dos anos 60.

A nouvelle figuration, de caráter internacional, reage ao domínio abstrato voltando-se à figuração. Nessa corrente destacam-se Francis Bacon, Alberto Giacometti, David Hockney e Enrico Baj.

O nouveau réalisme busca uma nova realidade artística, na qual a obra pode ser um acontecimento, uma ação ou uma cor. Seus temas típicos são a máquina, as preocupações metafísicas do homem moderno e a sociedade urbana. Entre seus integrantes encontram-se Yves Klein e Piero Manzoni.

A op art (de optical art) usa a perspectiva, a luz e os contrastes de cor para dar à obra a ilusão de movimento. Destacam-se Victor Vasarély, Joseph Albers e Bridget Riley.



1962 GRUPO FLUXUS / NEW REALISM

O Grupo Fluxus reúne artistas importantes influenciados pelo espírito do dadá. Embora de estilos diferentes, eles têm em comum um trabalho que explora o happening, uma ação desenvolvida teatralmente. Entre eles estão George Maciunas, Nam June Paik, John Cage e Joseph Beuys.

Nos Estados Unidos (EUA) e no Reino Unido, o new realism busca uma pintura figurativa, de profundo impacto psicológico, principalmente na representação da figura humana e no retrato. Têm destaque Lucian Freud, Alice Neel, Alex Katz e Philip Pearlstein.



1963 MINIMALISMO

O minimalismo busca reduzir a obra aos mínimos elementos formais possíveis, como cor, linha ou volume. A repetição de um mesmo elemento torna-se uma constante em obras de artistas como Donald Judd, Robert Morris, Carl André, Robert Mangold e Richard Serra.



1965 ARTE CONCEITUAL / VIDEOARTE

O ponto central da arte conceitual é a idéia ou o conceito da obra. Para exteriorizar seu significado, usam-se elementos como textos, imagens e outros objetos. Um dos meios preferidos dos artistas conceituais é a instalação: disposição de elementos no espaço com a intenção de criar uma relação com o espectador. Sobressaem Joseph Beuys, Joseph Kosuth, Daniel Buren, Sol Le-Witt e Marcel Broodthaers.

A videoarte utiliza a televisão e sua tecnologia de transmissão de imagens como veículo para performances (execução de uma ação espontânea ou teatral) e para outros processos. Discute seu uso como meio e técnica artística. Têm destaque: Nam June Paik, Vito Acconci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary Hill, Bruce Yonemoto e William Wegman.



1967 ARTE POVERA

O emprego de materiais "pobres", sem apelo de consumo, como madeira, pedra, areia etc. é a característica fundamental da arte povera, surgida na Itália. Seus principais veículos são a escultura e a instalação de influência minimalista. Destacam-se Michelangelo Pistolleto e Janis Kounelis.



1968 HIPER-REALISMO

Baseado na reprodução quase fotográfica da realidade objetiva, o hiper-realismo elimina o sentimentalismo e o subjetivismo do artista. Entre os principais representantes na pintura e na escultura, estão Duane Hanson, Richard Estes, Chuck Close e George Segal. Nos Estados Unidos (EUA), a intervenção urbana estabelece relações entre a obra de arte, em geral esculturas ou instalações, e o espaço público, ao modificar e alterar o ambiente urbano. Sobressaem: Isamu Noguchi, Richard Serra, Richard Haas, Michael Heizer e Robert Irwin.



1969 PROCESS ART (ARTE PROCESSUAL) / ARTE FEMINISTA

A process art (arte processual) implica a modificação da obra de arte durante sua exposição, de modo que seja afetada pelo meio expositivo ou pela própria decomposição ao longo do tempo. Hans Haacke, Eva Hesse, Joseph Beuys, Lynda Benglis e Sam Gilliam são os principais nomes da corrente.

A arte feminista, que trata de temas como a violência, a opressão da sociedade machista, a identidade da mulher e a expressão de sua sexualidade, utiliza-se de diversos meios e linguagens, por exemplo fotografia, pintura e outdoor. Embora não siga um estilo determinado, guarda proximidade com a arte conceitual. Destacam-se Judy Chicago, Miriam Schapiro, Cindy Sherman, Nancy Spero, Mary Kelly e Barbara Kruger.



1970 LAND ARTE (ARTE AMBIENTAL) / BODY ART / ARTE HIGH-TECH / GRAFITE

A land art (arte ambiental) interfere na paisagem natural ou urbana e enfoca as relações entre o ser humano e o ambiente. Para isso adotam-se, entre outros, materiais naturais como madeira e pedra. O representante mais conhecido é Christo, que chega a literalmente embrulhar monumentos como a Pont-Neuf, em Paris. Destacam-se também Richard Long, Robert Smithson e Walter de Maria. Outro movimento dessa época é a body art, na qual o artista usa o próprio corpo como suporte ou material para a obra, por meio de performances ao vivo ou gravadas. Entre seus integrantes, Vito Acconci, Chris Burden e Dennis Oppenheim. A arte high-tech toma emprestado os recursos cada vez mais sofisticados da tecnologia para produzir sua arte, como computadores, xerocopiadoras, transmissões de satélite, fax, laser, holografia e projeções audiovisuais. Entre seus principais artistas encontram-se Nam June Paik, Jenny Holzer, Bruce Nauman, Krzysztof Wodiczko e James Turrell.

Resgatado das ruas e levado para as galerias nos anos 70, o grafite– pintura com spray em lugares públicos – transforma-se em expressão artística. O desenho tende a ser gestual e estilizado e sofre influência das histórias em quadrinhos e dos veículos de cultura de massa. Destacam-se Keith Haring, Zephyr e Kenny Scharf.



1978 TRANSVANGUARDA

Na Itália, a transvanguarda reage ao domínio da arte conceitual e resgata o processo de representação e narração da pintura, usando um figurativismo próximo das tendências expressionistas. Destacam-se Sandro Chia, Enzo Cucchi, Mimmo Paladino, Francesco Clemente e Nicola de Maria.



1980 NEO-EXPRESSIONISMO

O Neo-expressionismo reassume a figuração expressiva, opõe-se às tendências conceituais e abstratas e recupera e se apropria de imagens e temáticas da história da arte. Os principais artistas dessa corrente são Julian Schnabel, Jean-Michel Basquiat, Jonathan Borofsky, Anselm Kiefer, Georg Baselitz, Jörg Immendorf, A. R. Penck, Walter Dahn, Rainer Fetting, Sigmar Polke, Martin Kippenberger, Jiri Georg Dokoupil, David Salle, Eric Fischl, Robert Longo, Gerard Garouste, Salomé e Helmut Middendorf.



1985 NEO-GEO (CONCEITUALISMO NEO-GEOMÉTRICO

O neo-geo (ou conceitualismo neo-geométrico) trabalha com materiais e objetos de uso doméstico e cria uma escultura que discute a obra de arte como objeto kitsch (de gosto duvidoso) e de consumo. Têm relevância Ashley Bickerton, Peter Halley e Jeff Koons.



Década de 90 PÓS-MODERNISMO

O pós-modernismo é absorvido, desde a década de 70, por diferentes movimentos e estilos. Entre suas características típicas estão a apropriação de referências e imagens do passado e da história da arte e a utilização da simulação de experiências inexistentes como se pertencessem à realidade (simulacro) – eliminam-se os limites entre a vida real e a arte. Também estão presentes elementos da desconstrução da imagem, do multiculturalismo e da discussão sociopolítica aplicada ao discurso artístico. Questiona-se ainda a massificação da arte em relação aos processos tecnológicos atuais de utilização e difusão da imagem, como a internet. Entre os principais nomes estão Susan Rothemberg, Gerhard Richter, Robert Morris, Leon Golub, Sherrie Levine, Sue Coe, Anish Kapoor, Adrian Piper, Barbara Bloom e Tony Cragg.







SITES



http://www.conhecimentosgerais.com.br/artes-plasticas/index.html



http://www.historiadaarte.com.br/





http://www.portalartes.com.br/

http://br.dir.yahoo.com/Artes_e_Cultura/Historia_da_Arte/





Arte e História http://www.arteehistoria.com.br/ http://www.arteehistoria.com.br/- Conta a história da arte, dividida por tempo e local, desde a pré-história até os dias de hoje. Inclui ainda um guia de museus brasileiros.



Art Timeline http://members.tripod.com/~sithbreed/ http://members.tripod.com/~sithbreed/- Conta a história da pintura, desde a era paleolítica até o expressionismo. Arte Brasileira, A

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/artes/arte_brasileira/

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/artes/arte_brasileira/- História da arte no Brasil. Inclui os períodos da influência européia no século XIX, a arte moderna da Semana de 1922 e a arte contemporânia, com o Concretismo, a Pop Art e o Abstracionismo. Arte do Século XX e XXI http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/

http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/- Visita online ao Museu de Arte Contemporânea da USP - MAC. Inclui análises sobre obras, artistas e movimentos. ArtesBr http://www.artesbr.hpg.com.br/ http://www.artesbr.hpg.com.br/- Reúne informações sobre diversos períodos da história da arte, do Impressionismo ao Modernismo. Traz também alguns quadros. Guarani, O http://www.theguarani.cjb.net/ http://www.theguarani.cjb.net/- Inclui a história da literatura, da música e das artes plásticas, com seus principais autores, artistas e obras. História da Arte

http://www.historiadaarte.com.br/ http://www.historiadaarte.com.br/- Foca vários períodos e traz algumas imagens.

História da Arte - Artes Br http://www.artesbr.hpg.ig.com.br/Educacao/11/index_hpg.html

http://www.artesbr.hpg.ig.com.br/Educacao/11/index_hpg.html- Sobre Expressionismo, Abstracionismo, Impressionismo, Cubismo, Futurismo, Modernismo, Naturismo, Romantismo e mais. História da Arte - UFSM

http://www.ufsm.br/historiadaarteum/ http://www.ufsm.br/historiadaarteum/- Dedicada a esta disciplina do curso de Desenho Industrial e Programação Visual da Universidade Federal de Santa Maria. Divulga trabalhos sobre a história da arte da Idade Antiga até a Idade Moderna. História da Arte Chinesa

http://www.geocities.com/artechinesa/ http://www.geocities.com/artechinesa/- Características da arquitetura, escultura e pintura em cada dinastia ou fase da arte daquele país. História da Arte HP



http://www.historiadaartehp.hpg.com.br/ http://www.historiadaartehp.hpg.com.br/- Traz linha do tempo, períodos, grandes mestres, principais obras e links sobre o tema. História da Arte [Cláudia Lima] http://www.historiarte.tk/



http://www.historiarte.tk/- Disponibiliza um curso online de história da arte, com imagens, descrição de obras e movimentos artísticos. História da Arte [Marcus Ribeiro] http://www.geocities.com/marcustdribeiro/



http://www.geocities.com/marcustdribeiro/- Crítico e professor de História da Arte, apresenta textos ilustrados sobre pesquisas de arte brasileira dos séculos XVIII e XIX, currículo e links. História da Arte [Talita da Nobrega Santana]



http://www.historiadarte.cjb.net/ http://www.historiadarte.cjb.net/- Apresenta texto sobre a história geral da arte, biografia de artistas famosos e fórum de discussão. Mundo da Arte http://www.automa.com.br/arte/



http://www.automa.com.br/arte/- Divulga estudos sobre a arte, em diversos períodos históricos. Mundo das Artes



http://www.mundoartes.hpg.com.br/ http://www.mundoartes.hpg.com.br/- Textos sobre períodos e movimentos da história da arte e biografias de pintores famosos. Planet Art's Gallery http://galeriadearte.vila.bol.com.br/

http://galeriadearte.vila.bol.com.br/- Coleção de imagens do Renascimento à Arte Contemporânea, com histórico dos períodos. Projeto de Aprendizagem em Arte http://www.edukart.hpg.com.br/ http://www.edukart.hpg.com.br/- Desenvolvido por alunos do curso de pós-graduação da FEEVALE. Traz informações sobre os períodos, artistas famosos e quadros. Quatro Fases da Pintura http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/artes/quatrofases/



http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/artes/quatrofases/- Conta a história dos períodos da pintura, da Idade Média ao século XX. Apresenta as principais características de cada movimento, os pintores e galerias de obras. Yahoo! Grupos: Especialistas em História da Arte http://br.groups.yahoo.com/group/especialistasha/ http://br.groups.yahoo.com/group/especialistasha/- Fórum para discussão de problemas da história da arte e dos especialistas.





A arte do mosaico

Site que divulga os trabalhos em mosaico de Yone Lins.

Endereço URL: http://geocities.yahoo.com.br/yonelinsmosaicos



Arte e História

Site caprichado, com bons textos sobre história da arte, da pré-história aos dias de hoje. Imagens enriquecem o conteúdo e a arte brasileira ganhou uma seção separada.

Endereço URL: http://www.arteehistoria.hpg.com.br/



Aulas de Arte online

Curso de desenho e pintura online: grafite, carvão, aquarela, guache, giz pastel, óleo, acrílica, aerografia e caligrafia. Todos com a primeira aula gratuita.

Endereço URL: http://www.defatima.com.br/saladeaula



Grécia Antiga

Traz informações detalhadas sobre a história da Grécia Antiga. Confira informações sobre arte, ciências, filosofia, geografia, língua, literatura, mitologia e música. Destaque para o atlas geográfico com a localização das antigas cidades.

Endereço URL: http://warj.med.br



História da Arte Chinesa

Aborda arquitetura, escultura e pintura criadas na milenar tradição chinesa. Confira ainda fotos de peças que estão no museu de Tóquio e textos críticos.

Endereço URL: http://www.geocities.com/artechinesa/



Itaú Cultural

Acompanhe todos os eventos programados e realizados pelo Itaú Cultural, instituição ligada ao Banco Itaú. No site é possível conferir e pesquisar informações sobre o acervo cultural da instituição.

Endereço URL: http://www.itaucultural.org.br/



Luiz Henrique - pintor capixaba

Home-page do artista plástico capixaba Luiz Henrique, bem como algumas de suas principais obras e seu currículo. O artista fez várias exposições pelo Brasil e pelo mundo e exibiu seus trabalhos em vários países da Europa e da África.

Endereço URL: http://www.luizhenrique.arte.nom.br



Projeto Portinari

Aqui você vai conhecer a obra, a vida e a época do pintor brasileiro Candido Portinari. Além de dados sobre a obra do artista, você também encontrará informações sobre os projetos realizados pelo Projeto Portinari.

Endereço URL: http://www.portinari.org.br/



Salvador Dali

A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco. Assim Salvador Dali se auto-definia, e neste endereço você poderá conhecer outras informações sobre a vida e a arte de artista surrealista.

Endereço URL: http://www.dali.art.br/